Análise da concorrência: por que incluir no plano de assessoria

análise da concorrência

Saber quem são e o que os competidores estão fazendo é primordial para qualquer empresa que deseja resultados sustentáveis. Isso porque, a partir da análise da concorrência, a marca pode medir seu próprio desempenho, compará-lo com o de seus pares e ainda observar tendências de mercado. 

Agora, imagine aplicar esse processo à assessoria de imprensa. Com o monitoramento do cenário concorrencial, você poderá medir forças e fraquezas do posicionamento e comunicação de seu cliente e a relação destes com os de outras empresas. 

Essa observação sistemática permite obter insights valiosos de como se apresentar e se relacionar com seus públicos-alvo.

Leia também:

Artigo: Análise da concorrência: 5 formas de ser um assessor estratégico

Artigo: Monitoramento da concorrência e benchmarking pela melhoria contínua

O que é análise da concorrência

A análise da concorrência, ou análise de mercado, nada mais é do que a prática de identificar e monitorar regularmente aqueles negócios que oferecem produtos ou serviços semelhantes aos seus. 

Dependendo da necessidade identificada no planejamento estratégico, é possível acompanhar informações como preços, estratégias de gestão, relacionamento com o poder público, relacionamento com o cliente final, ações de marketing, etc. 

Com dados coletados e organizados em mãos, o assessor de imprensa poderá determinar o que torna a marca representada única ou o que a está enfraquecendo frente ao mercado.

Assim, pode melhorar, ajustar ou criar novas estratégias de comunicação, que posicionem e diferenciem seu cliente, atraindo e fidelizando o público-alvo. 

Como fazer uma análise da concorrência efetiva

O primeiro passo para fazer uma análise da concorrência efetiva é identificar e conhecer todos os outros players do mercado. É uma pesquisa relativamente simples, mas que exige organização dos dados, que serão usados mais tarde na estruturação do monitoramento. 

Nossa sugestão é organizar uma tabela, com respostas para perguntas-chave como:

  • Concorrente
  • Produto/serviço concorrente
  • Quota de mercado
  • Estratégia de comunicação
  • Canais proprietários (site, blog, perfis em mídias sociais)
  • Pontos fortes da comunicação
  • Pontos fracos da comunicação
  • Ameaça potencial para a marca
  • Oportunidade identificada

IMPORTANTE: não se atenha apenas aos concorrentes diretos. Uma empresa de sucos precisa monitorar também a venda de refrigerantes, um mercado próximo.

“Organize” seus concorrentes

A lista de concorrentes ficou imensa? Não se preocupe. Não é preciso manter uma “sala de guerra” para acompanhar cada passo do mais remoto competidor. 

Por isso, o segundo passo para uma análise da concorrência efetiva é determinar uma lista compacta de quem será monitorado prolongadamente. 

Este é o momento de pensar:

  1. Quem eu desejo monitorar?
  2. Qual é o objetivo da análise?
  3. No atual posicionamento da minha marca, o que eu desejo obter?
  4. Quem eu desejo ultrapassar?

Use esse pequeno questionário para delimitar o escopo da sua análise da concorrência. Acompanhar os principais competidores de forma efetiva sempre será melhor do que monitorar todo o mercado com falhas.

Se mesmo assim a sua lista ficou longa, é possível segmentá-la de acordo com o posicionamento das empresas ou mesmo pelos produtos/serviços concorrentes. Isso vai facilitar a execução da estratégia e tornar o processo mais preciso.

Estruture o plano de monitoramento 

Sabendo quem você quer acompanhar, é hora de estruturar um plano de monitoramento, cuja base é um processo de coleta, organização e análise de dados.

Ou seja, é preciso trabalhar para abrir e manter uma base de informações consistente e regularmente abastecida.

DICA: Hoje, os dados mais simples de serem coletados são as notícias (seja impressa, digital, rádio ou TV) e as movimentações em mídias digitais (como sites, blogs e canais sociais). 

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A partir de pesquisas segmentadas, com palavras-chave bem escolhidas, é possível fazer uma análise da concorrência completo, acompanhando os principais passos das outras empresas, como: 

  1. Aportes financeiros.
  2. Fusões e aquisições.
  3. Crises ou problemas de imagem.
  4. Ações de comunicação, patrocínios ou posicionamentos institucionais.
  5. Lançamento de produtos.
  6. Ações sociais.
  7. Matérias em que a concorrência é fonte de autoridade.

No caso das mídias sociais, ao acompanhar canais como Facebook, Instagram, Twitter e Youtube você consegue avaliar:

  1. Interação direta entre marcas e consumidores.
  2. Conteúdo proprietário.
  3. Ações de mídia paga.
  4. Posicionamento digital.

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Artigo: Como medir o resultado de mídia espontânea nas mídias sociais
Artigo: Diferenças entre social listening e monitoramento de mídias sociais

Já os canais proprietários, como sites e blogs, e ações digitais, como anúncios, oferecem a oportunidade da análise da concorrência contemplar informações sobre: 

  1. Produtos e serviços.
  2. Posicionamento da empresa.
  3. Estratégia de Inbound Marketing (produção de conteúdos e escolha de temáticas)
  4. Técnicas e posicionamento de SEO (Search Engine Optimization)

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Use os dados de forma estratégica

Um erro comum entre as empresas que fazem monitoramento de concorrência é não dar um destino adequado aos dados coletados.

Para que a prática da análise da concorrência seja efetiva, é preciso compilar as informações analiticamente, estruturando as informações de forma comparativa e avaliando a posição empresarial em relação aos concorrentes. 

Ou seja, os relatórios são parte fundamental da análise da concorrência. 

É preciso usar as informações coletadas sobre os competidores para avaliar a imagem da própria marca junto à imprensa e ao engajamento do público. Com uma visão 360º sobre o mercado, um relatório de cenário concorrencial se transforma em uma ferramenta poderosa para a tomada de decisão empresarial.